Indignado com a burocracia dos órgãos governamentais, o deputado federal Humberto Souto (PPS) afirmou que a construção do Anel Rodoviário Norte de Montes Claros, para concluir o contorno rodoviário e desviar o tráfego pesado que destrói o asfalto de ruas e avenidas, além de congestionar o trânsito urbano, esbarra agora em três fatos: a Prefeitura ainda não deu anuência permitindo a passagem por uma pequena mata pertencente ao município; os recursos federais não foram disponíbilizados para o Estado; e o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) discordou do tipo de pavimento que o Departamento de Estradas de Rodagem de Minas Gerais (DER-MG) incluiu no projeto, considerando-o acima do necessário e muito caro”.
O deputado Humberto Souto alerta que Montes Claros corre risco de permanecer sem o Anel Rodoviário Norte, obra para a qual conseguiu empenhar recursos do orçamento federal no final de 2.008, graças a uma emenda da bancada federal de Minas Gerais que ele sugeriu, mas que, seguidamente, esbarra em falhas técnicas e burocráticas. Nesta semana, Humberto Souto voltou a cobrar informações do DER-MG, que revelou as novas razões para o atraso no início da obra, que exigiu novos projetos, após a constatação de que cortaria terreno da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e porque terrenos do município onde deveria passar foram ocupados. Para aproveitar licitação anterior, “sem perda de tempo”, em 2.009, o DNIT transferiu para o DER-MG a responsabilidade de construir a última parte do contorno rodoviário de Montes Claros, ligando as rodovias 135 (saída para Januária) e 251 (saída para a Rio-Bahia).
Humberto Souto alerta para a necessidade da obra. A passagem de caminhões e carretas pela cidade, lembra, causa uma série de transtornos, como destruição do asfalto de ruas e avenidas, congestionamento do trânsito e acidentes. Por isto, acredita, salvo risco de dano grave ao meio ambiente, o natural seria a Prefeitura não dificultar a anuência da qual depende a licença ambiental para a obra. O caos no trânsito e os buracos nas vias públicas são problemas que causam muitas cobranças da população e despesas à administração municipal.
Ainda de acordo com o deputado Humberto Souto, a área técnica do DER-MG o informou que a divergência com o DNIT sobre o tipo de pavimento escolhido deve ser resolvida sem maiores dificuldades. Já a não disponibilização dos recursos federais é bastante preocupante, pois, a demora na elaboração de projetos deixou sem verbas uma obra que tinha recursos empenhados no final de 2.008. Humberto Souto esteve várias vezes no Ministério dos Transportes e com o vice-presidente José Alencar Gomes da Silva para tratar sobre o anel rodoviário de Montes Claros, que acabou incluído em pacote de obras autorizadas pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em seis de abril de 2.009, durante visita a Montes Claros. Apesar disso, ainda não saiu do papel.